segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O grande impacto de um pequeno ser...

Ter filhos é uma coisa tão séria, mas tão séria, que existem os assuntos intocáveis! Que na verdade são intocáveis pois se insistirmos muito em falar neles, ninguém mais vai querer ter filhos e a raça humana provavelmente acabará... rsrs

O abalo que um ser tão pequeno provoca num casamento é um deles. Um bebê pode destruir um casamento. Ou quase. Na verdade, obviamente, não é aquele serzinho inocente que vai fazer isto. Vai ser sim todas as consequências sociais, emocionais e psicológicas que aquela criança traz com ela. Por exemplo: o não dormir dos primeiros meses, o não saber o por quê do choro, a mudança de foco (antes era o marido, o casamento, a vida feliz a dois; depois os preparativos para chegada do bebê; e de repente, o mundo está centrado somente naquele bebê), as(os) avós(ôs)  constantemente dentro de sua casa, um marido que quer tanta atenção quanto o recém nascido e infinitas tantas outras situações. É bem difícil. Mas passa. Pelo menos a maior parte dos problemas  vai passar. 

Fonte: http://www.noivas.net/bebes-na-festa-de-casamento/


Depois destes 2 anos, as coisas melhoraram bastante. Mas o casamento ainda sente o baque. O marido nunca foi muito de ajudar. Ele trocava fralda e olha lá. Nunca conseguiu sair do sono pesado para acordar e me ajudar. A nossa filha foi crescendo e ele nunca foi muito de brincar com ela. Agora, depois de muita briga, ele já dá banho, leva ao banheiro, dá o jantar. Quando eu peço, claro! Joga ela pro alto de vez em quando e coloca DVD. Ah! Isso ele faz direto e muito bem. Mas não senta no chão c/ ela e nem conversa. Uma vez, ele disse que os franceses da idade média é que sabiam o que fazer, pois deixavam os seus filhos c/ babás e só voltavam a vê-los aos 7 anos de idade. Pode???? Isso me deixa muito triste. Bate sempre a inveja dos pais super participativos que existem por aí. Fico sempre na dúvida: será que eles existem ou é tudo papo pra inglês ver?

A própria família dele repara e dá dezenas de explicações. Mas nenhuma justifica, claro. Pelo menos pra mim. Eu sei que ele a ama, isto eu não tenho dúvida. Mas acho que ele amava muito mais a vida antes de ter-la. Então ele resolveu continuar a vivê-la no modo anterior, como se nada tivesse mudado. Continua no computador até altas horas da noite, acorda 12:00 nos finais-de-semana, quer sair para jantar as 23h. E eu fico me dividindo entre estes dois mundos que não tem interseção... Ou será que tem? Sei que devem existir milhares de explicações psicológicas e antropológicas, na verdade, já li até algumas delas. Mas o post já está ficando grande demais e não cabe aqui me aprofundar nisto. Acho que só quis fazer um desabafo mesmo....

Ah! A revista Crescer vira e mexe fala sobre o assunto casamento vs bebês. Aqui segue um link para uma das matérias publicadas no tema:  http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI98183-10512,00.html

sábado, 5 de janeiro de 2013

O desfralde do cocô - a missão!!

Já desfraldei a Maria Isabel, logo que ela fez 2 anos. Aproveitei que estávamos entrando no verão (que no Rio de Janeiro beira aos 50 graus - só pode ser o aquecimento global!!!) e que ia ficar todo mundo pelado mesmo e tirei a fralda fora! 

O xixi foi super tranquilo, apesar dela não saber falar xixi nem cocô ainda, ela mostra com a mãozinha a perereca e partimos para o banheiro. Aqui o que funcionou foi o redutor de vaso - o penico não fez sucesso. Apesar dos inúmeros acidentes que sempre acontecem, em 2 semanas estava tudo dominado! rsrsrsr
Fonte: Google.
Qualquer semelhança não é mera coincidência.


O problema tem sido o cocô! Ela sempre fez cocô  muito bem. Como diz o maridão "mangia bene, caga bene: tutto bene!!" :) não sei nem se esse italiano aí tá certo, mas é uma ótima filosofia alimentar para crianças e eu tenho seguido com sucesso! No início do desfralde ela até fez cocô no vaso. Depois só queria na fralda. Passei a não colocar mais a fralda e ela começou a segurar... ficou vários dias sem se aliviar. Até que um dia, ela fez um "cocozão bem fedido" - é assim que ela acha engraçado de chamar -  na calcinha e agora entrou nesta nova fase: cocô na calcinha! E eu lavando! Shit! Literalmente.

Depois de muito ler na internet, tentar achar algo que me ajudasse, resolvi apelar para o lado lúdico.  Inventei ontem a história da princesa Cocônilda, uma linda princesa que só faz cocô no vaso para não sujar o belo vestido. Ela tem música própria e faz força na barriguinha quando sentada no vasinho. Não sei se funciona ainda, mas a Maria Isabel adora a história e quando senta no vaso pede pra cantar a música. Vamos ver se hoje sai alguma coisa. A princesa Cocônilda vai agradecer!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A primeira chuva de janeiro e o poder da arte da palavra

Gene Kelly, em "Catando na Chuva", ops, "Cantando na Chuva".
Fonte: Google

Já ouviu falar naquela simpatia para dar a água da primeira chuva do ano para uma criança desandar a falar? E aquela outra pra dar água na casca de ovo? Pois bem, hoje choveu (na verdade, ainda chove) a primeira chuva de 2013. E lá estava eu, com um prato na mão, catando a água da primeira chuva, enquanto milhares de famílias em Caxias sofriam com a enchente (eu sei que parece cruel, mas até então eu não sabia o que tinha acontecido em Xerém). 

Como a simpatia meio que te pega desprevenida, vc acorda e bam! está chovendo! vc tem que pegar a água da chuva! Sofri alguns problemas operacionais, por exemplo: a minha casa tem grade nas janelas e o prato é o melhor instrumento para recolher água nestas situações (uma questão de matemática aplicada, ie, área!). Só que depois de recolher a água, como vou passar o prato de volta  pela grade? Pois bem, não vou. Perdi a primeira amostra. A chuva então enfraquece e passo a ter que recolher gotas no prato (agora já estou com um copo estrategicamente do lado) e vem a sua filha e anuncia que vai fazer xixi. Eu peço para esperar e ela gesticula que não dá. Perdi a segunda amostra e corri para o banheiro. Finalmente consegui reunir a terceira amostra e resolvi juntar as duas simpatias em 1 só (deve ser mais poderosa assim) dou a água da chuva na casca do ovo na mão dela: ela dá um gole e joga longe. Acho que não gostou! Pergunto aos deuses: será que valeu?

No ano passado foi mais fácil, ela não tinha tanta personalidade assim. Opa, pera aí?! No ano passado? Sim, é a segunda vez que faço. A Maria Isabel, apesar de já ter dois anos, tem um vocabulário de 1 aninho. E no ano passado era pior ainda. A pediatra diz que está ainda dentro da normalidade e no fundo eu sei que sim. Pois apesar disto, ela entende tudo que lhe dizem, segue instruções complexas, sabe os números até 10 e as cores. Mas ainda não tem o dom da arte da palavra. E isso vem me enlouquecendo! Acho que por isto me peguei repetindo um simpatia que eu já sei que não deu certo da primeira vez. Coisas de mãe!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Ano novo, filhos novos?

Hoje um amigo meu anunciou que vai ter mais um filho. Até aí tudo bem, não é o primeiro nem será o último casal que parte para o segundo round... A questão é que a primeira filha deles é só 2 meses mais velha que a Maria Isabel. Será que esta seria a hora de também darmos irmãos a minha filhota?


Fonte: Google


Eu já vinha pensando nisso, se eu realmente vou querer ter outro filho um dia. Os avós, obviamente, já pressionam por isto desde o dia que a Bebel nasceu! Já o maridão não quer nem ouvir falar! rsrs Eu particularmente não ia querer que a Maria Isabel fosse filha única: eu não fui e o pai dela também não é... E sempre que a vejo brincando sozinha, vem este pensamento: estará na hora?

Eu tento ser uma mãe extremamente presente, participo de tudo. Sento no chão com ela, leio história, brinco de carrinho, comidinha, boneca e bola. Coloco para dormir com contos de fada. Estou constantemente de olho na alimentação e fazendo agendas mentais sobre periodicidade do cocô, data de médico, prazo para vacinas. Levo todo dia a uma atividade para sociabilizar e gastar energia: ou seja de manhã na pracinha, ou uma tarde no clube, na aula de natação e nos finais de semana sempre um programão... Além disso, tenho que dar aula 3 vezes na semana, ser pesquisadora eficiente, estar sempre disponível para os meus alunos sem-noção, gerenciar a casa toda, me virar quando a diarista falta, conviver sorridente com a família toda, estar sempre bela e agora, para piorar, fazer o doutorado. Acho que já não estou dando conta disto a muito tempo...

Não estou reclamando tb não. Eu adoro tudo que tenho que fazer c/ a minha filha, nada me dá mais prazer. Mas toda mãe sabe que a vida dá uma reviravolta quando viramos mães. Por exemplo, esta virada de ano foi a primeira vez que saí para dançar em 3 anos. E eu adoro dançar...

É, não acho que seja a nossa vez.  Até por que a Maria Isabel é muito pequena ainda, talvez quando ela crescer um pouco mais. Ou quando doutorado terminar. O que vier primeiro.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O início de tudo (tudo mesmo?)

Este blog será para mães. E ponto. Ele surge da necessidade de compartilhar com o mundo as minhas experiências, que na verdade se repetem com todas as mães por aí. Especialmente com as blogueiras!!! rs
Sou Anna e tenho uma filha de 2 anos e 2 meses, a Maria Isabel. Ela é a razão do meu viver. Chegou "assim, sem me avisar pra acelerar meu coração que já bate pouco". Ah! E tb tem o maridão, que na verdade é quase o meu segundo filho... Como todo marido, não é mesmo?

Na verdade, ela avisou sim. Planejamos a gravidez, foi tudo certinho. No problems. Mas nunca estamos preparados para os filhos. Por mais que acreditemos que sim... E esta é a mágica do negócio! Para quem não sacou a referencia, o nome do blog vem da música Frisson , do Tunai. Uma música dos anos 80 (nem sei se eu já tinha nascido) mas que é a minha música para a Maria Isabel, devo cantá-la todo dia... Segue o vídeo abaixo.


Para um primeiro post, acho que está bom... Vou ficar aqui brincando de designer um pouco e depois posto mais!